Como funcionam os processos de edição e revisão de texto?

Conheça um pouco do que acontece em cada etapa.


Quando se trata do processo de escrita, colocar um ponto final no seu texto não significa que ele está pronto. Pelo contrário: é aí que o trabalho realmente começa.


Ao escrever, colocamos nossas ideias no papel (ou em algum meio digital) como uma espécie de esboço ou trabalho em andamento. Nesse estágio, podemos deixar as palavras fluírem livremente, sem nos preocupar tanto com o que está certo ou errado. Depois disso, no entanto, é necessário refinar o que foi escrito, com o intuito de fazer o texto brilhar ainda mais.


De modo geral, a primeira etapa que devemos realizar após a escrita é a edição. Nela, verificamos se o texto está fluido, coerente, coeso e "completo", conforme o objetivo que se pretende com o material. Esse é o momento de fazer alterações mais significativas no trabalho original.

No caso de um livro didático, por exemplo, a edição confere se o conteúdo contempla todas as exigências curriculares do planejamento e do MEC, se as atividades estão alinhadas com o assunto tratado, se a linguagem está adequada à faixa etária etc. Já nos livros de ficção, o editor analisa os elementos da trama, verifica se a narrativa está bem amarrada, se há problemas que podem ser solucionados, se a voz de quem escreve está uniforme, entre outras sugestões e melhorias que podem ser feitas.


Após a edição, passamos para a revisão, que funciona como um controle de qualidade do original já editado. A revisão é a última etapa antes da publicação do texto, e pode ser repetida diversas vezes, dependendo do fluxo de trabalho adotado pelo cliente. Nesse momento, o olhar de quem revisa está voltado para os detalhes e para as minúcias do texto, a fim de eliminar os possíveis erros que ainda existam. O trabalho do revisor consiste, de maneira resumida, em cotejar o texto editado com o original, corrigir os erros de gramática e ortografia, adequar a prova diagramada aos padrões de projeto gráfico e formatação e verificar possíveis saltos ou buracos no texto.


Tudo isso, é claro, sempre respeitando o texto autoral, já que a intenção dessas etapas não é reescrever o original, e sim lapidar aquilo que já existe.


Vale ressaltar, ainda, que não é recomendável que o próprio autor do texto execute essas etapas, pois um olhar diferente tende a enriquecer o texto autoral e apontar erros que, muitas vezes, quem escreve não consegue perceber. Dê preferência a um profissional da área – você verá que isso faz toda a diferença no resultado!


Agora que você já sabe um pouco mais dos processos de edição e revisão, fica mais fácil decidir qual é o serviço de que necessita, dependendo do estágio em que seu texto se encontra. Em caso de dúvidas, procure sempre conversar e alinhar as suas necessidades com o profissional que irá contratar, a fim de evitar frustrações e retrabalho.



Este post foi útil para você? Deixe nos comentários a sua dúvida, ou entre em contato para saber qual serviço é o mais adequado para o seu texto.

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©2020 por Mariana Zambon Braga.